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Terrorismo supremacista volta a matar nos EUA

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Nos EUA, um terrorista de 18 anos entrou no supermercado de um bairro de população maioritariamente negra, matou 10 pessoas, feriu três e transmitiu tudo em directo na Twitch.

Os EUA têm um problema de terrorismo, com origem em organizações e propaganda de extrema-direita, que tomaram o Partido Republicano de assalto desde Trump, onde, de resto, a invasão de Putin colhe inúmeros apoios, do Congresso ao Senado, passando pela Fox News.

Estranhamente, a imprensa do mundo livre insiste em abordar esta realidade como uma sequência de casos isolados, levados a cabo por maluquinhos, como se não fosse possível encontrar um padrão e uma série de responsáveis, com o anterior presidente americano à cabeça, coadjuvado por personagens sinistras como Steve Bannon, Tucker Carlson ou Marjorie Taylor Green.

Paytin Gendron, o terrorista responsável pelo massacre, publicou um manifesto de 180 páginas, antes de iniciar a matança, que coloca, preto no branco, a natureza ideológica do atentado que protagonizou.

Assumidamente fascista, supremacista a antissemita, Gendron refere ter-se radicalizado na Internet. No centro desse processo está uma teoria central na narrativa da extrema-direita, muito em voga por cá entre as hostes do CH, que Ventura e a sua entourage não se cansam de repetir: a substituição cultural e étnica do povo europeu por migrantes de outras latitudes.

Apesar de ser uma mentira óbvia e fácil de desmascarar, o seu impacto é significativo, dada a rápida disseminação de notícias falsas em ambiente digital, onde nem sempre está presente o contraditório, ou mesmo a racionalidade.

As pulsões supremacistas, racistas e totalitárias da extrema-direita trumpista, amplamente partilhadas pelos seus pares europeus, como o CH, e são uma ameaça à nossa segurança colectiva. Uma ameaça que interessa a Putin, que cultiva os exactos mesmos valores, e que, tal como a restante falange neofascista, sonha com uma Europa dividida por tensões artificiais. E estão a conseguir.


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